NOTÍCIAS

Maranhão recebe R$ 1,8 mi para
E-learning

Ministério busca parceria para cursos no sistema on-line

Projeto cria escola virtual nas penitenciárias

IBGE mostra que o uso da internet como fonte de informação está crescendo

Lula destaca ações do governo na Educação

Caminhos da sustentabilidade serão debatidos em agosto no Conarh2005

Secretário Nacional de Educação a Distância Vê a TV mais Importante que a Internet na Educação a Distãncia.

MEC pretende investir na criação de 30 mil vagas por ano para continuidade do programa de Pró-Licenciatura

Mais de 1.100.000 brasileiros fizeram um curso a distância no ano passado

 

 

 

 

 

 

 


 

Publicidade

CURSO
Capacitação Técnica em Consultoria Ambiental

 


14 Julho 2005
Caminhos da sustentabilidade serão debatidos em agosto no Conarh 2005


O Crescimento sustentado é um dos desejos mais pronunciados pelos dirigentes empresariais e governamentais do país. No discurso, fica clara a certeza de que sustentabilidade garante perenidade e equilíbrio às conquistas, mas há uma pergunta que não quer calar: as empresas conhecem o caminho? Estão preparadas para percorrê-lo? Ampliando a questão: até que ponto as organizações e o país precisam estar sintonizados para alcançar resultados de longa duração, em um ambiente de harmonia financeira e social?

O CONARH 2005 – 31º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas vai reunir, em agosto, três profissionais para tratar desse assunto, na palestra Resultados com sustentabilidade, que não poderia ficar de fora do evento, cujo tema central é Hora de Agir e Realizar – O Desafio do Crescimento. São eles: Rachel Negrão Cavalcanti, professora da Unicamp e consultora; Ricardo Pinto Nogueira, superintendente executivo de operações da Bovespa; e Maria Luiza Pinto, diretora de responsabilidade social do Banco Real.

Segundo Rachel, que é especialista em educação e planejamento de sustentabilidade e responsabilidade social empresarial, as ações nessa área ainda são muito incipientes, ou seja: as empresas falam muito e fazem pouco, adotando, principalmente, ações com efeito de marketing e de pouca contribuição para a sustentabilidade. “Uma das minhas principais preocupações é a banalização dos termos ‘responsabilidade social corporativa’ e ‘sustentabilidade’, que podem se transformar em clichês, em expressões de forte impacto mercadológico, mas que não trazem quase nada de efetivo, de concreto”, alerta.

Na sua opinião, as ações que levam verdadeiramente à sustentabilidade ainda são pontuais e isoladas e não transformam a realidade social e ambiental de forma duradoura. Para que assim aconteça, precisam ser mais do que responsabilidade social ou ambiental das empresas; devem ser ações integradas à gestão dos negócios.

País de contrastes
Exemplos de que o país ainda não passou por transformações favoráveis à sustentabilidade são os contrastes: em um mesmo período, o Brasil consegue ser o 12º PIB (Produto Interno Bruto) do mundo, ocupar a 74ª posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e passar de 5º para o 2º pior país do mundo no índice de Gini (que mede a distribuição de renda). Para Rachel, a partir do momento em que houver uma transformação verdadeira em direção à sustentabilidade, as taxas de crescimento econômico crescerão sem estarem acompanhadas pelo aumento da distância entre ricos e pobres, ou seja, sem que se acentue cada vez mais a concentração da riqueza no Brasil.

Mas para isso, a relação de cuidado com o meio ambiente também precisa ser levada em consideração. Hoje, algumas constatações nessa área – como o aumento das taxas de desmatamento do cerrado e das florestas brasileiras, com o objetivo de ampliar áreas de monocultura e de pasto, e a elevada emissão de gases de efeito estufa, principalmente devido às queimadas –reforçam a idéia de que é preciso haver mudança de cultura para que se construa o crescimento sustentável.

“É necessário dirigirmos um olhar amplo para as questões sociais e ambientais, observar toda a cadeia de causas e conseqüências como participantes inseridos e produtores desse contexto. Isso sem esquecer que também somos produto desse sistema. Não podemos transformar a realidade de hoje com o olhar que tínhamos quando começamos a criar esses problemas. É preciso engajar empresários, sociedade e governo na busca pela sustentabilidade”, finaliza.

Novo índice
Além do debate sobre sustentabilidade, o CONARH apresentará uma novidade sobre esse assunto no campo financeiro. Ricardo Nogueira vai falar de um novo indicador de sustentabilidade empresarial que está sendo desenvolvido pela Bovespa e que, segundo ele, vai ser bastante utilizado pelas empresas e grandes investidores na seleção dos seus investimentos. O lançamento do índice está previsto para o final do ano. “Também vou expor os motivos que levaram a Bovespa a iniciar o desenvolvimento desse índice, além de falar de suas principais características como incentivador da melhoria de qualidade de responsabilidade social e sustentabilidade por parte das empresas negociadas na Bolsa”, completa. O CONARH 2005 está em novo endereço. O evento deste ano acontece de 1º a 4 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP).

Fonte: Conarh/Thaís Gebrim